Publicado em 02.03.2023
Conheça os artistas que vem ao Brasil para o C6 Fest

Evento acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro em maio e resgata a tradição dos celebrados festivais realizados pela Dueto Produções nos últimos 40 anos

Venda de ingressos começa neste domingo, 5 de março.
Clientes do C6 Bank terão venda exclusiva com desconto nos dias 2, 3 e 4

C6 Fest é um novo festival internacional de música, que acontecerá em São Paulo e Rio de Janeiro. Veja a seguir quais as datas e os locais:

Arlo Parks – Inglaterra*

A jovem britânica Arlo Parks, nome artístico de Anaïs Oluwatoyin Estelle Marinho, usa a poesia como a bússola para as suas composições que misturam indie, pop, folk e R&B. O estilo da cantora de 22 anos foi moldado tanto pela prática do canto em corais nos seus anos formativos quanto por um valioso presente de seu tio – uma coleção de discos que incluía clássicos de Sade, Earth Wind & Fire e Bob Dylan. Como a maioria das crianças de sua idade, ela cresceu garimpando músicas no YouTube e descobrindo artistas como Portishead, Odd FutureElliott SmithJoni Mitchell King Krule. Hoje, com dois LPs e um EP na bagagem, a londrina recebeu o Mercury Prize, em 2021, pelo seu primeiro álbum, Collapsed in Sunbeamse se prepara para lançar My Soft Machine, o seu segundo trabalho, poucos dias após a sua apresentação no C6 Fest.

* pela primeira vez no Brasil

Black Country, New Road – Inglaterra**

Formada em 2018, o Black Country, New Road é peça central na nova cena de bandas de rock britânicas de canto falado. Embora transitem pela cena indie, os virtuosos artistas carregam ecos do minimalismo de Steve Reich ou do free jazz de Ornette Coleman. O grupo lançou dois álbuns aclamados pela crítica especializada, For the First Time (2021) Ants up There (2022). O último foi indicado ao Mercury Prize, chegou ao terceiro lugar das paradas britânicas e figurou na lista de melhores do ano em inúmeras publicações musicais. No início de 2022, o cofundador e vocalista Isaac Wood deixou a banda, e os remanescentes anunciaram que permaneceriam na estrada, em formato de sexteto, com uma turnê apenas de canções inéditas.  

** pela primeira vez no Brasil e integra também a programação do C6 Fest no Rio (20 de maio)

Blick Bassy – Camarões*

Blick Bassy começou a cantar aos cinco anos de idade, na aldeia camaronesa Mintaba, e cresceu ouvindo artistas como Marvin Gaye, Gilberto Gil Skip James antes de formar a sua primeira banda, aos 17 anos. Profundamente enraizado no continente africano e entusiasta dos sons indie pop e afro-soul, o cantor e compositor camaronês lança no primeiro semestre de 2023 o álbum InFiné, o quarto de sua trajetória solo. A música de Bassy – na qual utiliza sobretudo o Bassa, a sua língua materna – destaca-se tanto pela diversidade sonora quanto pela densidade.

* pela primeira vez no Brasil

Caetano Veloso

Caetano Veloso é um patrimônio histórico da música brasileira. Com 30 álbuns de estúdio e inúmeros prêmios internacionais (Dois Grammy, 13 Grammy Latino, entre outros) ao longo de quase 60 anos de carreira, o prolífico cantor e compositor permanece entre os mais inovadores e relevantes nomes da atualidade. Um dos fundadores do movimento tropicalista e dono de uma voz inconfundível, o baiano de 80 anos apresenta no C6 Fest o show baseado em seu último trabalho, o álbum Meu Coco, de 2021.

Christine and the Queens – França*

Fundador do grupo Christine and the Queens, o cantor e compositor transsexual “Chris” ou “Redcar”, heterônimos de Héloïse Adélaïde Letissier, é um dos mais populares nomes da música francesa. O artista iniciou seus estudos no piano aos quatro anos de idade e teve formação nas escolas de teatro, em Nantes, sua cidade natal, antes de se tornar um residente da boate drag Madame Jojo, em Londres, o que marcou definitivamente suas criações. Com repertório de canções em sua língua nativa e também em inglês, Christine and the Queens lançou quatro EPs e três LPs no decorrer da carreira de 12 anos. O álbum de estreia, Chaleur Humaine (2014), atingiu o segundo lugar nas paradas britânicas e francesas, e o trabalho seguinte, Chris (2018), foi considerado o disco do ano pelos jornais pelo The Guardian e The Independent. Seu disco mais recente, Redcar les Adorables Étoiles, lançado no fim de 2022 e cujo show apresenta no Brasil, foi bem recebido pela crítica.  

* pela primeira vez no Brasil

Domi & JD Beck – França e Estados Unidos**

A tecladista francesa Domi Louna, de 22 anos, e o baterista americano JD Beck, de 18, se conheceram em uma feira de música, em 2018, e após um mês começaram a tocar e compor juntos. Ao postarem vídeos de suas apresentações na internet, em pouco tempo o duo passou ser requisitado por grandes nomes da música. Depois de integrarem as bandas do músico Thundercat e de Anderson. Paak, com quem vieram a compor a faixa Skate, do Silk Sonik – projeto do cantor com Bruno Mars –, os jovens prodígios gravaram o álbum de estreia Not Tight (2022), que atingiu o topo da parada Billboard na categoria Jazz Contemporâneo. Lançado pelo lendário selo Blue Note, em parceria com a Apeshit Inc., de Anderson .Paak, o projeto faz a ponte entre o jazz-rock mais progressivo e a Geração Z, com participações de Herbie Hancock, Snoop Dogg e Busta Rhymes, além de outros nomes.

** pela primeira vez no Brasil e integra também a programação do C6 Fest no Rio (19 de maio)

Dry Cleaning – Inglaterra*

Dry Cleaning é a prova da perenidade do pós-punk. Assim que terminou o aclamado álbum de estreia New Long Leg (2021) – quarto lugar na parada geral do Reino Unido –, o grupo inglês formado começou imediatamente a pensar no projeto seguinte. Já em concepção antes mesmo do lançamento do primeiro, o quarteto propôs ao produtor John Parish que passassem o dobro do tempo no trabalho sucessor, Stumpwork (2022), no qual a vocalista Florence Shaw demonstrou maior espontaneidade no estúdio, improvisando muitas de suas letras na gravação. Ao conjugar muralhas sonoras com o trabalho de poesia falada, a banda – cujo estilo é frequentemente comparado a grupos como Joy Division e Siouxsie and the Banshees – continua atraindo não apenas a atenção da crítica, mas de uma legião de fãs famosos, a exemplo da cantora Grace Jones, a artista performática Marina Abramović e o grupo Paramore.

pela primeira vez no Brasil

Jon Batiste – Estados Unidos**

Antes mesmo de se formar na mundialmente prestigiada universidade Juilliard School, em Nova York, o pianista e cantor Jon Batiste já havia gravado seu primeiro álbum solo, aos 17 anos. Hoje, aos 36, o multipremiado músico já tem na bagagem outros cinco trabalhos de estúdio e nove EPs, além de colaborações com artistas do porte de Stevie WonderPrinceLenny KravitzEd Sheeran e Mavis Staples, bem como sete anos (2015 a 2022) à frente da banda do The Late Show, de Stephen Colbert, na CBS. Os primeiros prêmios vieram em 2020, com a música do longa-metragem de animação Soul, projeto compartilhado com os compositores Trent Reznor e Atticus Ross e agraciado com o OscarGlobo de Ouro, um BAFTANAACP Image Award e Critic’s Choice Award de melhor trilha sonora original. Herdeiro da rica tradição cultural de Nova Orleans, o norte-americano é o segundo compositor negro da história – após Herbie Hancock – a ganhar uma estatueta do Oscar de composição. O último álbum de estúdio de BatisteWe Are (2021), foi indicado a onze prêmios Grammy, dos quais ganhou cinco, incluindo Álbum do Ano. Defensor dos direitos humanos e da luta contra o racismo, o músico participou publicamente de inúmeras manifestações, incluindo as marchas promovidas pelo movimento Black Lives Matter, e integrou a lista das 100 pessoas mais influentes de 2022 da revista Time.

** pela primeira vez no Brasil e integra também a programação do C6 Fest no Rio (19 de maio)

Julian Lage – Estados Unidos*

The New York Times definiu Julian Lage como um músico “dono de uma facilidade técnica imperturbável e uma curiosidade aparentemente sem limites”. Improvisador nato, o californiano está entre os mais criativos guitarristas de sua geração, conhecido pela coragem de misturar estilos, tempos, tonalidades e texturas que transitam entre o jazz, a música clássica e o pop. Julian investiga há mais de uma década as múltiplas camadas da história musical americana, imprimindo técnica impecável e um espírito de infinitas possibilidades criativas. Com 15 álbuns de carreira, além de inúmeras participações em projetos de outros artistas, o músico lançou em 2022 o disco View With A Roomcom dez composições originais que marcam seu segundo trabalho com o selo Blue Note Records.

pela primeira vez no Brasil

Kraftwerk – Alemanha***

A música do Kraftwerk foi elemento decisivo para a invenção de uma ampla gama de gêneros – do eletro ao hip-hop, do techno ao synthpop, e até o funk brasileiro – e influenciou a trajetória de diversos nomes da música mundial, como David BowieNew Order ou Pet Shop Boys. Pioneiro da música eletrônica, o grupo alemão foi formado em 1970 por Ralf Hütter e Florian Schneider, este último morto em 2020. No Kling Klang Studio, espaço montado por eles em Düsseldorf, conceberam e produziram todos os seus álbuns, que apresentam técnicas inovadoras de composição, vozes sintéticas e ritmos computadorizados. Em meados da década de 1970, o quarteto alcançou reconhecimento internacional através de seu revolucionário conceito sonoro e da experimentação musical com robótica. Com sua visão de futuro, o Kraftwerk criou a trilha sonora para a era digital do século XXI, feito merecidamente recompensado com a conquista do Grammy Lifetime Achievement Award, em 2014. O grupo faz a estreia mundial de sua nova turnê no C6 Fest.

*** integra também a programação do C6 Fest no Rio (18 de maio)

Mdou Moctar – Niger*

Descrito pelo jornal inglês The Guardian como o “Hendrix do Saara”, Mdou Moctar, nome artístico de Mahamadou Souleymane, apresenta no C6 Fest o gênero batizado de “blues do deserto”. Nascido em uma aldeia inóspita na zona rural de Niger, o guitarrista se notabiliza por promover a interseção entre a cultura tuaregue e o pop contemporâneo. No álbum Afrique Victime (2021) – o quinto de sua carreira –, funde a destreza pirotécnica do som de Eddie Van Halen, uma de suas maiores influências, com gravações de campo, ritmos de bateria, meditações poéticas sobre amor, religião, direitos das mulheres, desigualdade e a exploração da África. O álbum ganhou, em 2022, uma versão “remix” com releituras criadas exclusivamente por artistas africanos.

pela primeira vez no Brasil

Model 500 live by Juan Atkins – Estados Unidos*

Foi Juan Atkins quem batizou de “techno” o som eletrônico que começou a desenvolver em Detroit, em 1985, quando adotou o nome artístico de Model 500 e lançou o álbum “No UFO’s”, considerada a primeira produção do movimento da “dance music”. Desde então, Atkins construiu uma das obras mais influentes do gênero que atingiu fortemente a Europa e posteriormente se tornou um fenômeno cultural de massa. Conhecido pela habilidade de fazer as máquinas “falarem”, seu estilo de produção inspirou uma legião de artistas, do rock vanguardista do Radiohead ao R&B futurista de Timbaland e The Neptunes.

pela primeira vez no Brasil

Nubya Garcia – Inglaterra

A londrina Nubya Garcia é um grande exemplo da cada vez mais forte presença feminina no jazz. Nome obrigatório nos maiores festivais do gênero no mundo, a saxofonista traz influências sonoras de Sonny Rollins e John Coltrane ao reggae do Steel Pulse, resultando em um estilo que funde a escola tradicional do jazz com o dub e ritmos latino-americanos. Em 2021, lançou o álbum de estreia Source, eleito pelo prestigioso site de música Pitchfork a “melhor música contemporânea do ano” e listado pela revista Rolling Stone como o álbum do mês. Segundo o jornal The New York Times, o trabalho condensa “uma vida inteira de experiências em uma audição de uma hora”.

Russo Passapusso & Nômade Orquestra com BNegão e Kaê Guajajara

Nômade Orquestra se define como “um ponto onde diferentes expressões e vertentes musicais se encontram”, com um trabalho autoral instrumental que apresenta referências do funk70, jazz, dub, rock, afrobeat, ethiogrooves e outras expressões musicais. Formada em 2012, a identidade da big band do ABC paulista pode ser atribuída à miscigenação cultural da região industrial onde o grupo se originou. Com quatro álbuns lançados, o último intitulado Na Terra das Primaveras (2022), uma compilação de algumas de suas músicas em versão reggae, a banda se prepara para lançar neste ano Terceiro Mundodando continuidade à sua pesquisa musical. O projeto Vox Populi, de 2019, marcou uma série de encontros com prestigiadas vozes da música contemporânea, como Juçara Marçal (Metá Metá), Siba (Mestre Ambrósio), Edgar Russo Passapusso (Baiana System). Este último comanda o show com a orquestra no C6 Fest, que terá a participação ainda da cantora Kaê Guajajara e do cantor BNegão.

Samara Joy – Estados Unidos**

Com 23 anos e dois discos lançados na carreira, Samara Joy tem se firmado como uma das grandes vozes no jazz dos últimos tempos. Com técnica vocal precisa e refinada, a jovem cantora venceu dois prêmios na última edição do Grammy, nas categorias artista revelação e melhor álbum vocal de jazz, e sua voz poderosa e aveludada já conquistou fãs do porte de Anita Baker e Regina King. A novaiorquina tem hoje milhões de curtidas no TikTok, o que consolida o seu status como possivelmente a primeira estrela cantora de jazz da Geração Z, embora a música do passado – a da infância de seus pais – tenha sido a que mais escutava. A cantora valoriza sua linhagem musical, remontada a seus avós, Elder Goldwire e Ruth McLendon, que se apresentaram com o grupo gospel Savettes, e passa por seu pai, um cantor, compositor e produtor que excursionou com o artista gospel Andraé Crouch. No show de Linger Awhile (2022), seu primeiro álbum, Samara mostrará ao público, com seu som atemporal e irresistível, uma série de standards muito mais antigos do que ela mesma.

** pela primeira vez no Brasil e integra também a programação do C6 Fest no Rio (19 de maio)

Terno Rei****                              

Formada em São Paulo, a banda Terno Rei ganhou os holofotes com o álbum Violeta, lançado em 2019. O mais recente, Gêmeos, de 2022, teve ótima repercussão da crítica especializada, figurando em praticamente todas as listas de melhores do ano. Seus shows são marcados pela participação intensa do público, que canta suas músicas em uníssono.

**** integra a programação do C6 Fest somente no Rio de Janeiro (20 de maio)

The Comet is Coming – Inglaterra*

Ao incorporar elementos de jazz, música eletrônica, funk e rock psicodélico, a música do The Comet is Coming é a mais explosiva tradução sonora do afrofuturismo. O trio de Londres usa os pseudônimos “King Shabaka“, “Danalogue” e “Betamax” para se referir, respectivamente, ao líder e saxofonista Shabaka Hutchings, ao tecladista Dan Leavers e ao baterista Max Hallett. Em uma entrevista de 2013, Hutchings explicou a origem do nome da banda: “O nome do grupo vem de uma peça do BBC Radiophonic Workshop com o mesmo nome. Uma vez ouvimos essa peça, com suas alusões a ficção científica, lembranças cósmicas e espaço sideral, e instantaneamente chamou a nossa atenção. Estamos explorando novos mundos sonoros e com o objetivo de destruir todos os ideais musicais que são inadequados aos nossos propósitos, então o nome pegou”. O grupo traz ao Brasil o show de seu terceiro álbum, Hyper-Dimensional Expansion Beam (2022).

pela primeira vez no Brasil

The War on Drugs – Estados Unidos**

The War on Drugs emergiu como uma das grandes bandas de rock deste século, removendo as lacunas entre o underground e o mainstream, com discos que lutam sobre um passado fragmentado em busca do presente unificado e agregador. Liderado por Adam Granduciel, o grupo foi chamado pela revista The New Yorker de “a melhor banda americana da década”, pelo álbum A Deeper Understanding, que levou o Grammy de melhor disco de rock de 2018, além de ser indicado ao BRIT Award por melhor grupo internacional do ano. Em em 2020 lançaram o álbum Live Drugs com faixas ao vivo de canções da carreira da banda, incluindo o sucesso Lost In the Dream, de 2014. Coproduzido por Granduciel e Shawn EverettI Don’t Live Here Anymore, quinto álbum do The War on Drugs, “substitui algumas de suas arestas mais nebulosas por melodias nítidas, se aperfeiçoando e ampliando as fronteiras em direção a um som meticuloso, mas também simples e mais alegre”, de acordo com o site Pitchfork. Lançado no Madison Square Garden, em Nova York, o disco figurou em várias listas dos melhores de 2021, recebendo novas indicações ao Grammy de melhor álbum de rock e ao BRIT Award.

** pela primeira vez no Brasil e integra também a programação do C6 Fest no Rio (20 de maio)

Tigran Hamasyan Trio – Armênia

Nascido na Armênia, o compositor e pianista Tigran Hamasyan prova que a música atravessa qualquer fronteira. Através dele, a tradição e folclore do leste europeu dialogam intensamente com sonoridades contemporâneas, do jazz ao heavy metal, em apresentações em que a técnica impecável encontra o transe místico. Com 33 anos e 11 discos lançados, Hamasyan propõe com o seu trio uma viagem sonora e musical que rompe as fronteiras do jazz, onde polirritmias, compassos estranhos e ritmos irrequietos se alternam com momentos mais tranquilos, poéticos e etéreos.

Tim Bernardes canta Gal Costa

Cantor e multi-instrumentista, o prodígio Tim Bernardes nasceu e cresceu no meio musical. Compositor e vocalista da banda O Terno, o paulistano teve canções gravadas por artistas como Tom ZéBaco Exu do BluesMaria Bethânia e Gal GostaTim se consolidou como um dos principais compositores do país ao lançar o seu primeiro disco solo, Recomeçar (2017) – indicado ao Grammy Latino. O artista transita com frequência e naturalidade pelo indie e a MPB e, além de ter arrancado elogios de Caetano Veloso, chamou atenção fora do Brasil, sendo mencionado e compartilhado por nomes como Devendra Banhart e pelo grupo BadBadNotGood. A relação se deu de forma mais próxima com a banda americana Fleet Foxes, com quem gravou uma música e fará a abertura de 17 shows do grupo em uma turnê pela Costa Oeste do Estados Unidos. Tim Bernardes se prepara para lançar o segundo álbum de sua trajetória solo, Mil Coisas Invisíveis. No C6 Fest, o cantor mostrará sua força criativa em homenagem dedicada exclusivamente ao repertório de Gal Costa – com quem registrou uma releitura do clássico Baby no último álbum da cantora, Nenhuma Dor, e igualmente participou, em setembro de 2022, da última apresentação feita por ela antes de morrer.

Tributo ao Zuza – Orquestra Ouro Negro com Mônica Salmaso, Fabiana Cozza e Gabriel Grossi.

Zuza Homem de Mello foi a primeira pessoa a quem a Dueto pediu ajuda em 1984, quando as irmãs Sylvia e Monique Gardenberg, com 22 e 23 anos, então, tiveram a ideia de realizar um festival de jazz no Brasil. Durante quase quatro décadas, o musicólogo esteve à frente da curadoria dos festivais criados pela produtora, emprestando toda a sua paixão e vasto conhecimento para divulgar o jazz no Brasil. O C6 Fest presta sua homenagem especial a ele com a renomada orquestra Ouro Negro, que reunirá Mônica SalmasoFabiana Cozza e Gabriel Grossi para interpretarem as músicas do genial Moacir Santos (1926-2006), um dos compositores preferidos de Zuza.

Underworld – País de Gales***

Os galeses do Underworld ajudaram a revolucionar a cena eletrônica britânica no final da década de 80. As composições atmosféricas e progressivas da banda impressionam ainda mais na contagiante dinâmica de seus shows, referência e inspiração para as novas gerações. A consolidação definitiva do grupo aconteceu em 1996, quando a música Born Slippy (Nuxx) se tornou o hino de toda uma geração ao entrar na trilha sonora do filme TrainspottingO sucesso do single catapultou a banda do underground para o mainstream. Nas duas décadas seguintes, mesmo sem fazer concessões, venderam milhões de álbuns e fizeram inúmeros shows com lotação esgotada. Também forneceram trilhas sonoras para produções dos diretores vencedores do Oscar Anthony Minghella e Danny Boyle e para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012O sucesso crítico e comercial do álbum Barbara Barbara, We Face a Shining Future os levou a encabeçar os lineups de festivais como CoachellaGlastonbury e Summer Sonic.

*** integra também a programação do C6 Fest no Rio (18 de maio)

Weyes Blood – Estados Unidos*

Na estrada desde 2010 e com cinco discos lançados na carreira, a cantora e multi-instrumentista Natalia Mering adotou o nome artístico Weyes Blood aos 15 anos de idade, em referência ao romance Wise Blood, da escritora norte-americana Flannery O’Connor. Musa da cena indie e presença constante na programação dos principais festivais do mundo, tem um dos shows mais incensados da atualidade pela imprensa especializada. Sua música passou por mudanças significativas ao longo da carreira. A artista se envolveu na cena underground de noise music como baixista do grupo Jackie-O Motherfucker, de Portland, e foi também cantora da banda Satanized. Sob o pseudônimo Weyes Bluhd, gravou três álbuns por conta própria, antes de mudar o nome artístico para Weyes Blood, quando lançou The Outside Room (2011) pela microgravadora Not Not Fun Records. Em seguida migrou para o selo independente Mexican Summer, com o qual gravou The Innocents (2014) e Front Row Seat to Earth (2016). Seu quarto e quinto álbuns de estúdio, Titanic Rising (2019) e And in the Darkness, Hearts Aglow (2022), ambos aclamados, foram distribuídos pela lendária gravadora Sub Pop, de Seattle.

pela primeira vez no Brasil

Xênia França

Logo em sua estreia no mercado fonográfico, com o álbum Xênia, onde faz um tributo aos sons da diáspora negra, numa mistura de soul, jazz, samba e R&B, Xênia França foi indicada ao Grammy Latino em duas categorias (álbum pop contemporâneo e canção em língua portuguesa). Em 2022, a cantora e compositora do Recôncavo Baiano lançou seu segundo álbum, Em Nome da Estrela, se consolidando como uma referência do afrofuturismo na música brasileira. Hoje radicada em São Paulo, Xênia autoafirma sua identidade musical no novo disco ao desconstruir ritmos tradicionais e ao uni-los a sintetizadores, arranjos de cordas e harmonias sofisticadas.

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