Publicado em 21.04.2023
Cantora paulista Fê Costa fala de desilusão e superação em “Cicatriz”

Quando um relacionamento chega ao fim, as dores que insistem em se apresentar podem gerar algumas marcas.

E foi pensando nelas e nesses momentos da vida que a cantora e compositora paulista Fê Costa lança seu novo single “Cicatriz”.

Assinada em parceria com Sabrina Lopes e Bia Marques, a composição de Fê Costa trata dos finais confusos e dolorosos em que há uma desilusão a se superar. “Trouxemos essa comparação, de forma metafórica, com a dor de uma ferida que ainda vai cicatrizar”, explica a cantora. “Para compor, imaginamos uma situação muito comum em términos de relacionamento. Quando uma das partes pode se sentir culpada por ter investido tanto em uma relação que não deu certo e, ao mesmo tempo, sente que, no fundo, não teve culpa por esse final”, completa Fê Costa.

Para construir a sonoridade de “Cicatriz”, a cantora ainda contou com a expertise dos produtores Matheus Melo e Raul Alaune, da 48 K, para complementar à mensagem da canção. “Eu queria que a música, por mais que tivesse uma letra que pode ser interpretada de forma triste, não tivesse uma sonoridade ‘melancólica’. Então, os meninos encontraram os timbres ideais para chegarmos no resultado esperado”, destaca.

ESTÉTICA

Em seu novo single, Fê Costa apresenta muito de sua personalidade e estética, com as referências sonoras que mais a inspiram como o R&B, MPB, Lo-Fi e o Pop, presentes em demais trabalhos da cantora. “Gosto de buscar sempre referências da Bossa Nova e do MPB na hora da composição, porque são estilos que me inspiram muito poeticamente falando”, conta.

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A produção audiovisual não foi diferente e imprime as ideias e criações da artista, com a direção de Ícaro Bravo. “Ele sempre se esforçou muito para traduzir as minhas ideias, mesmo nos mínimos detalhes, além de agregar muito com as ideias dele. Nós nos divertimos muito durante todo processo”, comenta Fê Costa, que trouxe um storytelling e styling simples mas representativo para a produção. “Trouxemos uma estética vintage e boho que dão um toque lúdico ao clipe. Além de cenas intercaladas para criar a impressão de um diário visual e uma memória que conversasse com a letra da música”, explica.

Gravado no Andar43, que é praticamente uma selva viva em um apartamento no centro histórico de São Paulo e na Praia das Astúrias, no Guarujá, o clipe ainda apresenta um stylling pensado em peças confortáveis. “Para compor essa história usamos propostas opostas em cada cenário, sendo na cidade um look mais elaborado e com cores vibrantes, e na praia algo bem natural e com tons claros. A beleza feita pela Mari Rousseaux deu o tom exato que queríamos”, finaliza a artista.

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