Publicado em 07.03.2023
A pior edição do Big Brother Brasil!

Uma das coisas mais difíceis em uma produção para televisão ou cinema deve ser a escolha do elenco. Achar aquela pessoa que será capaz de transmitir exatamente o que o diretor e produtores querem. Agora imagina em um reality show.

Em pleno 2023 esperamos que você já saiba que a escolha dos participantes de um programa desse tipo não é feita apenas por beleza ou pelo tamanho da fama, no caso da participação de famosos. É necessário preencher os arquétipos (ou possivelmente os estereótipos). Lembra daquele filme “O segredo da cabana” de 2011? É a mesma coisa, a diferença aqui é que não temos um demônio ancestral para ser alimentado, apenas a fome de milhões de pessoas pela vida do próximo.

Cena do filme O Segredo da Cabana (2011).

Para piorar, na escolha do elenco de reality show não há cena para ser ensaiada ou testada, no máximo perguntas a serem feitas e uma análise psicológica. Com isso, as chances de as escolhas serem erradas aumentam e esse erro pode ser tanto para o bem quanto para o mal.

Quantos erros Boninho e sua equipe já não cometerem ao longo de 23 edições do BBB? Inúmeros, e não estou falando de plantas, elas não são necessariamente erros, podem ser os respiros que o telespectador pode precisar ao acompanhar uma cena de adrenalina e emoção. Mas erro é erro e em termos de erro temos a edição 22 do BBB.

O BBB 21 foi um fenômeno, assim como a sua ganhadora e seus cactos, no meio da pandemia, todo mundo enlouquecendo dentro da casa e um elenco super redondo. Quem consegue esquecer de Vihh Tube virando filha de todo mundo? E ela foi coadjuvante. Não estou nem falando de Gil. Tudo ali foi muito! Para o bem ou para o mal.

E aí voltamos ao BBB 22 (“a gente não vai errar não”) uma edição com tantos participantes preocupados em não serem taxados que não foram, mas não foram mesmo, nem para o bem e nem para o mal. O resultado? Frustação geral, todos eufóricos esperando uma mega edição pós-BBB 21 e nada foi entregue. A ponto de um dos concorrentes mais esperados e com maiores expectativas ter apertado o botão.

Quem está pagando o pato? A edição 23, uma edição com participantes irritantes na medida certa, com plantas, com vilões, articuladores e momentos de alívio. Um barraco em média por semana, briga por estaleca, divisão de quartos, trairagem, tudo que uma edição de Big Brother precisa ter. Mas também uma edição conhecida como a edição do flop. Um flop muito mais causado pela frustração anterior que fez as pessoas resolverem não dar uma outra chance do que por defeitos próprios.

Uma edição que já teve briga por perucas, um articulador criticando quem articula, uma participante que mentiu seus números do Onlyfans, gente com sangue de Maria Bonita, um lutador que quer conversar o tempo todo para resolver seus problemas e uma ex-integrante do Rouge merecia mais atenção.

Uma pena, desde sua primeira edição o BBB recebe críticas e as pessoas dizem que irá acabar. Não é verdade, ainda teremos muitas outras edições, mas a de 2022 contribuiu bastante para que o caminho tranquilo do BBB pelo mar do IBOPE e merchandising fosse menos tranquilo.

Valeu até a próxima!

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